Resumo de Sociologia - 1º Trimestre - Provas

O TRABALHO NAS DIFERENTES SOCIEDADES

A produção de cada objeto envolve uma complexa rede de trabalho, o sistema de produção passa por um complexo, que vai desde os meios de produção, passando pelos meios de empacotamento e transporte, além de necessitar do auxílio dos meios de produção de energia, da produção do maquinário, entre outros. Essa complexidade das tarefas relacionadas à produção é uma característica da sociedade atual.

AS SOCIEDADES TRIBAIS

Diferenciam-se umas das outras em diversos aspectos, não são estruturadas pela atividade a qual chamamos de trabalho, nelas, todos fazem quase tudo, e as atividades relacionadas à sobrevivência estão associadas aos ritos, festivais, sistema de parentesco, integrando-se assim a todas as esferas da vida social. A organização das atividades caracteriza-se pela divisão das tarefas por sexo e por idade, as ferramentas utilizadas são simples e rudimentares, seus membros não só tem as suas necessidades materiais e sociais supridas, como dedicam apenas um mínimo do seu tempo ao que chamamos de trabalho, a explicação para isso é que os povos tribais possuem uma relação muito maior com a natureza, sabendo aproveitá-la de diversas formas, não há um “mundo de trabalho” nas sociedades tribais.

ESCRAVIDÃO E SERVIDÃO

O trabalho por muito tempo esteve associado à idéia de tortura e atividade penosa, nas sociedades Gregas e Romanas, era a mão-de-obra escrava que garantia a produção necessária para suprir as necessidades da população, mesmo os trabalhadores livres como os artesãos eram explorados e oprimidos pelos grandes proprietários, estes se direcionavam apenas à discutir os assuntos da cidade e o bem-estar dos cidadãos, para que não dependessem do próprio trabalho e pudessem dedicar-se exclusivamente a esta atividade, o trabalho escravo era indispensável.

LABOR, POIESIS E PRÁXIS

Os gregos distinguiam claramente a atividade braçal de quem cultiva a terra, a manual do artesão e a atividade do cidadão que discute e procura soluções para os problemas da cidade.

O Labor é o esforço Físico voltado para a sobrevivência do corpo, sendo, portanto uma atividade dependente do tempo da natureza, como a agricultura, que depende de forças da natureza que o homem não pode controlar.

A Poiesis corresponde ao fazer, ao ato de fabricar, de criar algum produto por meio do uso de um instrumento ou pelas próprias mãos, como o trabalho do artesão.

A Práxis é a atividade que tem a palavra como principal instrumento, utiliza o discurso como meio para encontrar soluções voltadas para o bem-estar dos cidadãos, como a política.

Na sociedade feudal, haviam também aqueles que trabalhavam, como os servos e os camponeses, e aqueles que viviam do trabalho dos outros, como o clero e a nobreza, a terra era o principal meio de produção, os trabalhadores trabalhavam em regime de servidão, que é diferente da escravidão.

Nas sociedades da Antiguidade até o fim da Idade Média, as concepções sobre o trabalho apresentam poucas alterações, sempre muito desvalorizado, o trabalho não era o elemento central das relações sociais, o que permitia que alguns vivessem do trabalho dos outros.

O TRABALHO NA SOCIEDADE MODERNA

Com o fim do período medieval e a emergência do mercantilismo e do capitalismo, o trabalho passou aos poucos a ser considerado algo positivo, primeiro casa e trabalho foram separados, depois o trabalho de seus instrumentos, e por último, tiraram do trabalhador a necessidade de procurar a sua própria matéria-prima, tudo passou a ser comandado pelos comerciantes industriais que haviam acumulado riquezas, eles financiavam, organizavam e controlavam a produção de mercadorias.

Essa transformação do trabalho ocorreu por meio de dois processos de organização do trabalho, a coordenação simples e a manufatura.

Na coordenação simples, era mantida a hierarquia da produção artesanal entre o mestre e o aprendiz, e o artesão ainda desenvolvia todo o processo produtivo, a diferença é que ele estava a serviço não só de quem lhe financiava a matéria-prima, como até mesmo alguns instrumentos de trabalho, e também definia o local e as horas trabalhadas, esse tipo de organização de trabalho abriu caminho para novas formas de produção que começaram a se definir como trabalho coletivo.

No processo de manufatura, o trabalhador até continua a ser artesão, mas não dominava todo o processo de produção, o processo era feito como em uma linha de montagem, onde cada um cuidava de uma determinada etapa de produção.

A manufatura foi o segundo passo para o surgimento do trabalhador coletivo, o artesão tornou-se um trabalhador sem o total conhecimento do processo de produção, perdendo também o controle da atividade, o produto tornou-se resultado das atividades de vários trabalhadores, o trabalho então, se transformou em uma mercadoria que podia ser vendida e comprada, surge então uma terceira forma de trabalho, a maquinofatura, onde o espaço de trabalho passou definitivamente a ser a fábrica, era nelas que se encontravam as máquinas que controlavam todo o processo de produção, todo o conhecimento que o trabalhador usava para produzir suas peças foi dispensado e substituído pelas máquinas.

SETORES DA SOCIEDADE QUE CONTRIBUIRAM PARA AS MUDANÇAS

As igrejas procuravam passar a idéia de que o trabalho era algo divino e que sem a realização do mesmo não poderiam ser alcançadas as bênçãos.

Os governantes começaram a criar uma série de leis e decretos que punissem aqueles que não trabalhavam, os desempregados eram considerados vagabundos podendo até ser presos,

Os empresários desenvolveram uma disciplina rígida no trabalho, principalmente com horários de entrada e saída dos estabelecimentos,.

As escolas passaram às crianças a idéia de que o trabalho é fundamental para a sociedade, por meio das tarefas e contos infantis.

KARL MARX E A DIVISÃO SOCIAL DO TRABALHO

Para Karl Marx, a divisão social do trabalho é realizada no processo de desenvolvimento das sociedades, conforme buscamos atendes a nossas necessidades, estabelecemos relações de trabalho e maneiras de dividir as atividades. Com a formação das cidades, houve uma divisão entre o trabalho rural e o trabalho urbano, o desenvolvimento da produção e seus excedentes deram lugar a uma nova divisão entre quem administra e quem executa, portanto, a divisão do trabalho em uma sociedade gera a divisão em classes.

Com o surgimento das fábricas apareceu também o proprietário das máquinas, e quem pagava o salário do operador das máquinas, a mecanização revolucionou o modo de produzir mercadorias, mas também colocou o trabalhador sob suas ordens.

Subordinado à máquina e ao trabalho dela, resta apenas ao trabalhador vender sua força de trabalho, mas se não vendê-la, o empresário não terá quem opere as máquinas, isso é chamado de relação entre iguais, uma relação entre proprietários de mercadorias diante da compra e venda da força de trabalho.

O empresário passa então a ter o poder sobre essa força de trabalho, então ele paga ao empregado algumas horas de trabalho que compensam o seu esforço e o faz trabalhar um “excedente” chamado de mais-valia, ou seja, o ganho sobre horas trabalhadas não pagas ao empregado, que acumuladas e reaplicadas no processo produtivo faz com que o empresário enriqueça rapidamente, uma parcela significativa do lucro sobre a produção do trabalhador fica para o empresário, isso é chamado de acumulação de capital,

Para obter mais lucro, os empregadores aumentam ainda mais as horas de trabalho, gerando a mais-valia absoluta, ou passam a utilizar diversas tecnologias para aumentar a produção, essa é a mais-valia relativa, o aumento da produção com o mesmo número de trabalhadores sem alterar os salários deles.

Os conflitos entre os capitalistas e os operários apareceram no momento em que os trabalhadores perceberam que trabalhavam muito e estavam se tornando cada vez mais miseráveis, assim, vários tipos de enfrentamento ocorrem ao longo do desenvolvimento do capitalismo, desde o movimento dos destruidores de máquinas até as greves nos dias de hoje.

EMILE DURKHEIM

Analisa as relações de trabalho na sociedade moderna de forma diferente da de Marx, procura mostra que a crescente especialização do trabalho promovida pela produção industrial moderna trouxe uma forma superior de solidariedade e não de conflito, para ele há duas formas de solidariedade, a mecânica e a orgânica.

A solidariedade mecânica é mais comum nas sociedades menos complexas , nas quais cada um sabe fazer quase todas as coisas de que necessita para viver, o que une as pessoas não é o fato de uma depender da outra, mas a aceitação de um conjunto de crenças, tradições e costumes comuns.

A solidariedade orgânica é fruto da diversidade entre os indivíduos, e não da identidade nas crenças e ações, o que os une é a interdependência das funções sociais, ou seja, a necessidade que uma pessoa tem da outra, em virtude da divisão social do trabalho existente na sociedade.

FORDISMO E TAYLORISMO

O Fordismo foi um sistema de produção adotado por Henry Ford que visavam a produção e o consumo em massa, iniciava-se assim, a era do consumismo, Frederick Taylor propunha a aplicação de princípios científicos na organização do trabalho, buscando maior racionalização do processo produtivo, as expressões Fordismo e Taylorismo são utilizadas para denominar um mesmo processo: aumento da produtividade com o uso mais adequado possível de horas trabalhadas, por meio do controle da atividade dos trabalhadores, divisão e parcelamento de tarefas, mecanização de parte das atividades co ma introdução das linhas de montagem e um sistema de recompensas e punições aos operários. Elton Mayo buscou medidas que evitassem o conflito e promovessem o equilíbrio e a colaboração no interior das empresas, suas idéias de conciliação procuravam revalorizar os grupos de referência dos trabalhadores, evitando assim um desenraizamento dos operários.

AS TRANSFORMAÇÕES RECENTES NO MUNDO DE TRABALHO

Novas transformações ocorreram depois da década de 1970, e todas ela em relação à busca por mais lucro, esse período ficou conhecido como pós-fordismo, ou fase de acumulação flexível.

Existem duas formas de flexibilização desse processo: a de produção e a flexibilização e mobilidade dos mercados de trabalho.

A primeira ocorre com a automação e conseqüente eliminação do controle manual por parte do trabalhador, não existe mais um trabalhador específico para uma determinada tarefa, o trabalhador deve estar disponível para adaptar-se as diversas tarefas dentro de uma empresa.

A flexibilização e mobilidade dos mercados de trabalho ocorre quando os empregadores passam a utilizar as mais diferentes formas de trabalho como mão-de-obra, elas substituem a forma clássica de emprego regular, permitindo maior rotatividade trabalhista porém baixo nível de especialização.

O posto fixo de trabalho está desaparecendo, devido à quatro fatores;

As pessoas que possuem empregos estão sendo invalidadas, algumas por serem consideradas velhas, outras por que não tem formação suficiente, e outras por que são jovens demais.

A precariedade do trabalho, há um desemprego constante nos últimos anos, e a maioria dos trabalhadores desempregados normalmente só encontra postos de trabalho instáveis.

O déficit de lugares, não há postos de trabalho para todos, nem para os que estão envelhecendo, e nem para os jovens que estão tentando entrar no mercado de trabalho.

Há tantas exigências para a formação do trabalhador que se cria uma situação aparentemente impossível de se resolver, em muitos empregos é exigida experiência que os jovens não consegue adquirir pois não conseguem empregos.

2 comentários:

tati disse...

amei esse resumo ,muito bem feito e explicado

D¡εgσ Gu¡łнεямε disse...

Amei esse resumo me ajudou muito :D
vALEU /*/

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